Em 1884, o escritor Henry James escreveu o ensaio "A Arte da Ficção" que reflecte a diferença de opiniões que grassava na época sobre o que devia ser um romance, ou seja, se possuía uma perspetiva finalística, motivada por interesses morais ou outros, que não apenas o romance visto como obra de arte.
Duas correntes, uma representada por Walter Besant, crítico inglês, que considerava ser só bom o romance que obedeceriam a regras exatas, tais como as leis de harmonia, perspectiva e proporção na pintura, determinando assim um conjunto de prescrições, com as quais Henry James estava em desacordo.
Para ele, a arte da ficção necessariamente tinha implicações morais, mas sua execução era essencialmente livre. Não há tema que não possa ser abordado, não há abordagem que seja mais ou menos recomendável. Essa liberdade que James advogou, como defensor da tradição romanesca do século XIX (a qual reinventou em suas próprias obras, como Retrato de uma Senhora e A Volta do Parafuso) é a sua grande herança crítica.
Para Henry James, um romance deveria ter como ambição é representar a vida:
Ele forjou a consciência da prosa de ficção para o século XX. Os ensaios deste livro mostram a grandeza dessa consciência, também ilustrando-a com ensaios sobre escritores caros ao autor "os franceses Guy de Maupassant e Émile Zola.
Duas correntes, uma representada por Walter Besant, crítico inglês, que considerava ser só bom o romance que obedeceriam a regras exatas, tais como as leis de harmonia, perspectiva e proporção na pintura, determinando assim um conjunto de prescrições, com as quais Henry James estava em desacordo.
Para ele, a arte da ficção necessariamente tinha implicações morais, mas sua execução era essencialmente livre. Não há tema que não possa ser abordado, não há abordagem que seja mais ou menos recomendável. Essa liberdade que James advogou, como defensor da tradição romanesca do século XIX (a qual reinventou em suas próprias obras, como Retrato de uma Senhora e A Volta do Parafuso) é a sua grande herança crítica.
Para Henry James, um romance deveria ter como ambição é representar a vida:
"em sua definição mais ampla, é uma impressão direta e pessoal da vida (o que tem a ver com a mente específica de cada um): isso constitui o valor do romance que é maior ou menor de acordo com a intensidade dessa impressão".Escrever romances, portanto, só seria possível, segundo Henry James, a partir da experiência. E como esta é a própria atmosfera da mente, não existiria atividade mais pessoal do que a ficção. Portanto, qualquer tentativa de impor limites a esse propósito estava condenada ao fracasso.
Ele forjou a consciência da prosa de ficção para o século XX. Os ensaios deste livro mostram a grandeza dessa consciência, também ilustrando-a com ensaios sobre escritores caros ao autor "os franceses Guy de Maupassant e Émile Zola.
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