Cordélia
Mais n'est-tu pas toi-même un
jet d'eau qui s'irise
Et qui vers l'infini s'élance et
puis se brise?...
PHILÉAS LEBESGUE
As minhas relações com gente da Catalunha datam da infância, graças a uns negociantes de cortiça, de S. Feliú de Guixols que se estabeleceram na minha terra e de que ainda hoje lá existe descendência. Gente honrada, trabalhadora e bastante culta, mas sobretudo orgulhosa das virtudes da sua raça e belezas da sua província, do seu trato me veio o conhecimento dos seus poetas, e a curiosidade de lhe visitar a pátria e ver-lhe os monumentos.
Numerosas foram, no decorrer da vida, as minhas excursões pela Catalunha, dando-me ensejo de assistir ao extraordinário desenvolvimento da sua capital a que me afeiçoei e onde repetidas vezes fui embarcar para Itália.
Em uma dessas ocasiões, esperando vapor que não aparecia, a minha demora ali foi relativamente grande, permitindo-me penetrar um pouco mais na compreensão do complicado problema catalão, social, religioso e político, ao passo que vagarosamente, e quase sempre a pé, ia explorando os curiosíssimos arredores da grande cidade.
Ao contrário do que me tem sucedido noutros sítios, dos quais a primeira impressão sobrepuja a quantas me produziram visitas subsequentes, ficou-me desses dias, bem vivo na memória, um quadro completo, que esmorece ou apaga a lembrança de todos os outros, com a agitação tumultuosa do operariado ativo, o antagonismo das raças e das crenças, a propaganda ....Completo aqui

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